Associação Catarinense de Criadores de Suínos - ACCS, Concórdia -SC
Srta Colunista Amália Safatle
Os meios de comunicação, a imprensa em geral a qual somos gratos pelos serviços prestados, tem sido um grande aliado na divulgação das qualidades da carne suína e as representatividades sócio-econômicas da atividade suinícola. Muitos destes tem seu trabalho e sua renda voltada somente ao agronegócio e dentre os setores, a suinocultura se destaca.
Entendemos nós, suinocultores e entidades, que a questão ambiental tem sido prioridade nos trabalhos e que Santa Catarina até por ter a maior concentração de suínos, tem sido referência nos tratamentos ambientais com grandes evoluções já conquistadas.
É importante que se diga: A mesma suinocultura que hoje passa por vilã ambiental, por aqueles que não conhecem sua importância sócio-econômica, representa 10% da arrecadação estadual na produção agrícola (560 milhões de reais), movimenta anualmente mais de três bilhões na economia estadual, emprega direta e indiretamente mais de 110 mil pessoas, tem buscado incansavelmente soluções técnicas e economicamente viáveis, no qual a Embrapa tem sido fundamental nestes trabalhos, como é o caso do Termo de Ajustamento de Conduta, TAC, que conta com a participação de todos os órgãos públicos e privados envolvidos, inclusive, do Ministério Público Estadual.
Quanto ao Protocolo de Kioto e os recursos obtidos através dos créditos de carbono, saibam todos, que esta é uma forma de buscar recursos não somente para seqüestrar o metano que hoje é lançado no ar, mas também, solucionar o problema dos efluentes e buscar a sustentabilidade da propriedade suinícola através da otimização dos recursos energéticos. Esta alternativa tem sido trabalhada não apenas pela Ag Cert, mas por outras empresas como a Sadia S/A e a própria Associação Catarinense de Criadores de Suínos, ACCS, que tem o grande diferencial de atender a todos os produtores, não apenas os de médio e grande porte, até por que nesta faixa de 250 matrizes para cima estão apenas 5% dos produtores.
Seria coerente que a nobre colunista, antes de “contraindicar” a feijoada pelo seu ingrediente principal ser carne suína e não de porco, o qual muitas vezes é relacionado com “porquisse”, sujeira, o que é o inverso da realidade de nossos criatórios, buscasse saber primeiro o que ela representa e buscasse conosco a participação ampla de toda a sociedade que colhe os frutos econômicos do setor e que deveria através do Governo Federal disponibilizar linhas de crédito para que o produtor se adequasse.
Outro fator relevante é a dificuldade por que passa o setor produtivo que amarga há mais de sete meses, um prejuízo de mais de R$ 50,00 por animal terminado, oriundo da falta de mercado ocasionado pelo embargo Russo à carne brasileira e a falta de consumo interno que em outros países chega a 45 kg/habitante/ano e no Brasil não supera os 12 kg/habitante/ano. Um dos fatores é preconceito de quem não conhece as qualidades da carne suína e o que o setor representa para a economia nacional.
Por fim, encerro com a certeza de que nós produtores fazemos a nossa parte e teremos não só a água, mas o Meio Ambiente preservado, até porque o homem também é membro deste “Meio Ambiente” e não nos interessa água limpa, o ar puro e o homem morto por razões sócio econômicas. E o dia em que os grandes centros urbanos e a sociedade em geral tiverem um perfeito sistema de tratamento de esgoto e lixo doméstico, poderá falar sim da suinocultura.
A Associação Catarinense de Criadores de Suínos participou do Blog do Internauta, canal de comunicação do usuário com o Terra Magazine. Se você também quiser mandar seu comentário, crítica ou sugestão clique aqui